Thursday, August 26, 2010

Iogurte e independência





Desde que voltamos das férias, o Tomas tem demonstrado vontade de comer sozinho, com a colher – sozinho, com a mão, ele já comia há bastante tempo. Obviamente, ele não consegue comer direito, mas eu fui deixando porque ele se sentia muito importante. O problema é que agora ele insiste em comer com a colher e as refeições começam a demorar um pouco mais. E demandar uma boa dose de paciência da minha parte! Sem falar do trabalho de varrer o chão a cada vez que ele come. O lado bom é que acaba me dando uma folguinha para eu comer enquanto ele almoça (normalmente, eu ia fazendo as duas coisas e acabava engolindo a comida rápido).

Hoje, me inspirei na minha amiga Ester e no Alex, o bebê mais gênio do mundo. Ela me mandou um vídeo dele comendo iogurte sozinho e ele parecia uma criança de dois anos (ele tem a idade do Tomas)! Uma fofura só.

Isso tudo faz parte da nosso objetivo de ensinar nossos filhos a comer sozinhos antes de começar a creche, já que lá eles não dão comida na boca da criança e sugerem que os pais mandem um almoço que a criança possa comer sozinha. Acho que a coisa não é tão radical como pintam, mas não custa nada treinar os pimpolhos porque ela, como boa espanhola, prefere a dieta mediterrânea e eu quero mais é que o Tomas coma arroz e feijão todos os dias.

Nessas tentativas, a Ester descobriu um iogurte que é mais firme e mais fácil de comer sozinho, tipo um danoninho. Aproveitando que encontrei para comprar no supermercado, resolvi brincar um pouco de menino grande com o meu bebê!

Aqui está o nosso lado do experimento. Para a primeira vez, foi pelo menos divertido. Eu gargalhava de um lado e o Tomas do outro. Reparem que a colher vai mais vazia do que cheia para a boca e que, no final, ele queria era comer o copo!

Monday, August 23, 2010

Drama no salão

Não ficou a cara do Enrique?

O Tomas está de cabelo novo. Pena que a última experiência dele no cabeleireiro não tenha sido nada boa (bastante diferente da primeira vez no salão). Ele não quis sentar no carrinho, jogou longe os brinquedos que usamos para distraí-lo e não podia nem ver a cabeleireira se aproximar com a tesoura que agarrava forte no nosso pescoço. Quando vi o desespero dele, eu quase desisti. Mas o Enrique me convenceu a continuar porque ele achou que se a gente saísse de lá, o Tomas não voltava nunca mais – e acho que não voltaria mesmo.



Ele chorou tanto, tanto que tivemos que segurá-lo no colo. Eu e o Enrique nos revezamos na tarefa de abraçá-lo e agarrar os braços dele que voavam para tudo quanto é lado, enquanto a mulher ia cortando o cabelo como dava. No final, depois de uma luta e um escândalo consideráveis, ele acalmou porque já estava simplesmente exausto de tanto chorar. Nessa hora, enquanto eu fazia carinho nos bracinhos dele, senti que o corpinho dele tremia. Eu morri de pena e até agora estou me sentindo mal de ter deixado ele passar por isso. Foi uma experiência tão traumática (pra ele e pra mim) que acho que só voltamos daqui a um ano.

Papa e mamãe felizes, Tomas exausto.

Monday, August 9, 2010

Brincar também cansa



O Tomas está com uma mania engraçada. Ele brinca, brinca, brinca e, quando ele cansa, ele senta em algum lugar e descansa. Se estiver em casa, ele vai no quarto, pega o travesseiro dele e dá uma deitadinha no chão. Se estiver no parque, ele normalmente procura um degrau ou uma grade para encostar. Agora, por pura diversão, a gente diz pra ele: “Relaxa, Tomas”. Daí ele vai até o sofá, deita a cabecinha e relaxa!

Thursday, August 5, 2010

Wednesday, August 4, 2010

Minhas férias



Tiramos as nossas primeiras férias em família. Passamos uma semana em Fort Lauderdale com a abuela e depois fomos oito dias para Turks e Caicos.



O Tomas adorou o hotel, a piscina e a areia. Ele ficou com um pouco de medo do mar (na Flórida, ele não queria nem chegar perto da água), mas acabou entrando no nosso colo quando chegamos ao Caribe. O mar era gostoso, sem ondas, transparente e morninho. A areia parecia talco de bebê e ele cavou muitos buracos todos os dias. Ele levou ao pé da letra a experiência de provar a areia e o mar – além de comer muita areia, cada vez que entrava no mar, ficava bebendo a água salgada.



Nossos dias seguiam o ritmo dele, o que significava acordar às 6 da manhã (ou às 5 e meia...), tomar café, ir para a praia e subir às 9 e meia para um cochilo. Depois, só voltávamos para o sol lá pelas 3, 4 da tarde, quando ele acordava do segundo cochilo. A vantagem é que íamos contra o fluxo e sempre conseguimos as melhores cadeiras na praia, na piscina e no restaurante.



Ele andou por todo o hotel, brincou com as pedras do jardim, com o chuveiro de limpar o pé na saída da praia.




Ele não podia ver a piscina que ia correndo para entrar, não importava a hora.



Ele fez vários amigos: o carregador de mala, os garcons do café da manhã e uma menininha linda chama Sophiejaya. Todos adoraram ele. E nós também acabamos fazendo amigos por causa do Tomas.



Estava preocupada com as férias, como faríamos com a comida dele, se ele ia dormir no berço do hotel, se ele ia aguentar o calor, o que eu e o Enrique faríamos depois que ele dormisse às 7 da noite... As noites não foram exemplares – ele acordou gritando alguns dias e demos uns cinco passos para trás no desmame por conta disso – mas acabamos dando um jeito no resto. Fomos a um supermercado e ele passou a semana a pão sírio, queijo, frutas, iogurte e macarrão de microondas (apesar de eu quase chorar cada vez que dava aquela coisa borrachenta para ele). Eu e o Enrique passamos umas noites muito legais na varanda do quarto, tomando vinho, comendo, conversando e lendo livros.


Deu trabalho, cansamos descansando, mas valeu a pena. Ficou a memória gostosa de umas férias felizes.