Monday, July 27, 2009

Homem-bomba



O Tomás não é o bebê mais, digamos assim, discreto para fazer cocô (em se tratando de nenéns, não preciso usar nenhum eufemismo, tipo “número 2”, não é mesmo? Melhor é dar nome aos bois...). Ele nunca faz um cocôzinho. Ele explode. Normalmente acontece depois de mamar ou no intervalo entre um peito e outro. O barulho é tão, tão alto que o Enrique escuta da sala, com a TV ligada, se eu estiver no nosso quarto com o Tomás. Isso lhe rendeu o apelido de homem-bomba, dado pelo meu pai. Um dia, com ele no colo, só escutamos o vovô gritar: “Acode aqui! O que é que foi isso?” E desde então, cada cocô do Tomás é diversão na certa. Sabe aquela piada que nunca fica velha? Pois é.

O lado não tão cômico disso é que tivemos que montar uma operação de guerra para lidar com estes episódios. Não há paninho úmido que chegue para limpar o estrago de cada explosão. São tão fortes que sobem pelas costas dele. Temos que limpá-lo na pia ou no chuveiro. O coitado nem chora mais. Se submete, sem resistência, a ser segurado pelos braços enquanto jogamos água nele. E daí tem as roupas que sujam toda vez. As dele e as nossas, obviamente (tenho um estoque de Oxiclean e Vanish para tirar as manchas... e que sábia decisão a de comprar uma calça amarela para o meu guarda-roupa pós-parto!). Para o trocador, tive que comprar aqueles protetores de colchão descartáveis para velhinhos com incontinência porque não aguentava mais lavar a capa de tecido. Entrei na Amazon e nem titubiei em comprar 100!

A coisa não acaba aí. Tem as consequências sociais. Outro dia, coloquei o Tomás na mochilinha para uma ida rápida à farmácia. Estava escolhendo um gel de banho para o Enrique na ala masculina quando ele começou o show. Eu comecei a rir e o cara que estava do meu lado me olhou com uma cara de susto, surpresa e nojo total. Seguramente ele deduziu que aquele anjinho de olhos azuis, com uma chupetinha na boca, não tinha sido, né? Eu é que levei a fama. Pelo menos, não fede! Eu rezo é para ele não fazer uma dessas no elevador...

Thursday, July 23, 2009

Encontro familiar

Nos últimos dez dias recebemos a visita da Tomásia, João, João Gabriel e Felipe. Foi muito gostoso e divertido. O Tomás adorou tomar café e almoçar quase todos os dias com eles. Ele ia no carrinho e ficou quietinho na maioria das vezes. Teve só um dia em que tivemos que voltar com ele para casa correndo porque ele estava com gases e chorando muito.





Ele gostou do colinho de todo mundo e estava sempre de bom humor. Eles ficaram encantados com o Tomás.






A Tomásia foi oficialmente convidada para ser a madrinha do Tomás. Ela ficou muito feliz pois a essa altura já estava apaixonada por ele! Ela também me ajudou muito vários dias. Ela ficou com ele um dia inteiro, enquanto eu desci para lavar as roupas dele e saí para comprar roupa para mim, já que minhas roupas antigas não servem direito. Outro dia, ela foi comigo à minha consulta pós-parto e ficou com ele na sala de espera. Ela também veio alguns dias, por algumas horinhas, para fazê-lo arrotar e dormir depois de mamar, o que me permitia uma boa hora extra de descanso. Nos outros dias, ela aproveitava qualquer chance – e também inventava algumas oportunidades!! – para pegar o Tomás no colo e ficar bastante com ele.



Eu sou a madrinha do João Gabriel. Ele fez 14 anos e comemoramos o aniversário dele aqui. Foi a segunda festinha na qual o Tomás participou. Quando o João nasceu, eu tinha 16 anos e sempre fui louca por ele. Fiquei muito emocionada de ver os dois juntos: meu filho e o meu afilhado que eu amo tanto.




Nessa foto ele está com os sapatinhos do São Paulo que o João deu para ele.

Wednesday, July 22, 2009

7 semanas

É estranha a medida do tempo com um bebê na nossa vida. Por um lado, os dias se tornam longos (ou seriam infinitos?) e, ao mesmo tempo, passam muito rápido. O Tomás já tem quase dois meses!





Essa semana consegui tirar duas fotos dele rindo – finalmente! É muito difícil pegar o momento exato. E, confesso que quando ele ri, eu me derreto toda. Não sei se o encho de beijos ou pego a máquina! Não é irresistível??




Além disso, ele continua com uns movimentos muito engraçados. Eu morro de rir o dia todo e me divirto com as caretas dele e as coisas que ele faz com as mãos. Olhem esses dedinhos!





Essa foi a última vez que ele usou essa roupinha. Ele já começou a usar as roupas de tamanho 3 a 6 meses. E eu comecei a calcular o prejuízo das roupas de inverno que comprei tamanho 6 meses e que ele provavelmente nunca vai usar porque quando estiver frio, ele vestirá 9 ou 12 meses... Meu pai me advertiu lá pelo sexto mês de gravidez que vinha um neném grande por aí e eu não acreditei.




Essa semana ele voltou a ter cólicas mais fortes alguns dias. Fico com o coração partido de vê-lo sofrendo. A única coisa positiva dessa experiência é que percebo como ele já conta comigo. Mesmo sofrendo, ele não chora de berrar e não chora por horas a fio. Ele choraminga, reclama e espera calmamente que eu o ajude. Essa noite eu dei chá de camomila depois das mamadas e umas gotinhas do remedinho para gases e ele conseguiu dormir.


Friday, July 17, 2009

Se felicidade tem nome...




O Tomás é um bebê cada dia mais doce e eu sou uma mãe cada dia mais feliz. Todo mundo sempre diz que um sorriso de um filho compensa todo o esforço que eles demandam. Eu nem cheguei a isso ainda. Acho que cuidar dele é um prazer! Não sei se é uma fase e passa, mas me sinto realmente abençoada de ser mãe dele e de ter a chance de me dedicar a isso todos os dias.

Eu já posso dizer que o amor que eu sinto por ele só aumenta e, mais importante, que não é só o amor dos momentos felizes – que também é delicioso – senão o amor que é exercício diário de paciência. Cada vez mais vejo que é muito fácil amar um bebê sorridente e dengoso. A coisa complica quando ele chora e não sabemos o porquê; quando ele não dorme de jeito nenhum e você já está há horas sem comer, tomar água ou ir ao banheiro; quando ele grita de dor por algo tão simples como não conseguir soltar um pum e você já fez tudo o que pode imaginar para acalmá-lo.

Outro dia, depois de várias tentativas frustradas de fazê-lo dormir no berço, finalmente vi que o protetor de lençol que eu tinha colocado o esquentava muito durante o dia. Isso me fez perceber que meus dias agora são um jogo de adivinhação atrás do outro para fazer com que a vida dele seja mais confortável. Eu sei, agora, como custa reconhecer um gesto mínimo e aparentemente insignificante deles. Eu demorei dias para saber, por exemplo, que ele prefere colocar a cabeça no meu braço, ligeiramente abaixo do meu ombro, porque o osso do meu ombro o incomoda; ou que o queixinho dele treme minutos antes de ele fazer cocô (bem útil para evitar acidentes na minha roupa ou onde ele estiver deitado!).

Eu adoro, no fim do nossos dias, perceber que descubro novas maneiras de me comunicar com ele. É uma comunicação totalmente emocional, que reside nesse espaço entre os chorinhos e sons de um bebê e a nossa incompreensão desse mundo enigmático em que vivem os recém-nascidos. Eu me sinto realizada de saber que, dia após dia, estou ajudando o Tomás a sair da vidinha segura da minha barriga para entrar no mundo com tranquilidade – e me sinto privilegiada de poder experimentar a intensidade e capacidade de expansão do amor que eu sinto por ele.

Monday, July 13, 2009

6 semanas



Fomos ao pediatra, na nossa primeira visita normal desde o problema da icterícia. O Dr. Meislin achou que ele está muito bem. Ele também recebeu a primeira vacina, a de hepatite. Ele chorou na hora da picada e ficou bem vermelho. A cara dele era muito engraçada. Só não ri porque ele estava sentindo dor. Eu e o Enrique demos a mão para ele e ele logo se acalmou. Ele está pesando 6 quilos e está com 60 centímetros.



De tardezinha, coloco ele no sofá para ele fazer um pouco de “ginástica”. Ele está aprendendo a firmar a cabecinha e cada dia consegue segurá-la por mais tempo. Na banheirinha, eu quase não preciso segurar o pescoço dele.






Essa semana eu dei chupeta pela primeira vez. Ele ainda está aprendendo a chupar, mas acho que gosta muito. Eu uso basicamente para ajudá-lo a soltar pum (por alguma razão, quando ele faz força para chupar o bico, ele consegue se livrar dos gases).
PS. Cliquem nas fotos para vê-las grandes.

Monday, July 6, 2009

5 semanas!

Este fim-de-semana foi feriado aqui. Foi o primeiro 4 de julho do Tomás. Comemoramos com o gringo da casa vendo os fogos de artifício da nossa janela. Aproveitamos o domingo para um passeio no parque. Estava muito quente mas encontramos uma sombrinha agradável.






Aqui ele está com a camisetinha que era minha. Demorei muito para colocar e descobri ontem que já não serve. Ficou super justa e confesso que gargalhei quando terminei de vesti-lo. O Enrique não gostou muito – disse que a camiseta não era muito masculina – mas aí me deu preguiça de trocar tudo e ele saiu assim mesmo (eu achei lindinho mesmo justa).





Primeira semana sozinhos

Sobrevivemos a nossa primeira semana sozinhos. Foi bem cansativo, mas, aos poucos, fomos estabelecendo a nossa rotina e foi dando certo. Só teve um dia em que beirei a exaustão porque ele teve cólica a noite inteirinha. Durante a madrugada eu estava cheia de energia e pensava: “Nossa, até que não é tão difícil!”. Mas, às 7 da manhã, quando ele finalmente dormiu, eu senti as dores no meu corpo de passar a noite carregando e acalmando ele. É isso. Tem uns dias melhores que outros e um cochilinho aqui, outro ali, vai compensando o cansaço.




Essa semana consegui acostumá-lo a dormir sozinho na cadeirinha, sem colo, porque assim posso fazer outras coisas enquanto ele cai no sono. O problema é que agora ele não quer saber de dormir no berço de tarde, por alguma razão que eu não sei qual (à noite ele dorme no berço). Eu viro, desviro, já mudei até o lençol e não adianta.


A nova moda agora é puxar o próprio cabelo enquanto dorme. Ele fica segurando um tempão, bem forte.



Essa foto é para mostrar que ele não é só sorrisos!! Mas até chorando, eu o acho muito engraçado.