
O Tomás não é o bebê mais, digamos assim, discreto para fazer cocô (em se tratando de nenéns, não preciso usar nenhum eufemismo, tipo “número 2”, não é mesmo? Melhor é dar nome aos bois...). Ele nunca faz um cocôzinho. Ele explode. Normalmente acontece depois de mamar ou no intervalo entre um peito e outro. O barulho é tão, tão alto que o Enrique escuta da sala, com a TV ligada, se eu estiver no nosso quarto com o Tomás. Isso lhe rendeu o apelido de homem-bomba, dado pelo meu pai. Um dia, com ele no colo, só escutamos o vovô gritar: “Acode aqui! O que é que foi isso?” E desde então, cada cocô do Tomás é diversão na certa. Sabe aquela piada que nunca fica velha? Pois é.
O lado não tão cômico disso é que tivemos que montar uma operação de guerra para lidar com estes episódios. Não há paninho úmido que chegue para limpar o estrago de cada explosão. São tão fortes que sobem pelas costas dele. Temos que limpá-lo na pia ou no chuveiro. O coitado nem chora mais. Se submete, sem resistência, a ser segurado pelos braços enquanto jogamos água nele. E daí tem as roupas que sujam toda vez. As dele e as nossas, obviamente (tenho um estoque de Oxiclean e Vanish para tirar as manchas... e que sábia decisão a de comprar uma calça amarela para o meu guarda-roupa pós-parto!). Para o trocador, tive que comprar aqueles protetores de colchão descartáveis para velhinhos com incontinência porque não aguentava mais lavar a capa de tecido. Entrei na Amazon e nem titubiei em comprar 100!
A coisa não acaba aí. Tem as consequências sociais. Outro dia, coloquei o Tomás na mochilinha para uma ida rápida à farmácia. Estava escolhendo um gel de banho para o Enrique na ala masculina quando ele começou o show. Eu comecei a rir e o cara que estava do meu lado me olhou com uma cara de susto, surpresa e nojo total. Seguramente ele deduziu que aquele anjinho de olhos azuis, com uma chupetinha na boca, não tinha sido, né? Eu é que levei a fama. Pelo menos, não fede! Eu rezo é para ele não fazer uma dessas no elevador...

1 comment:
Ai, Nath, sabemos bem o que é isso. O Saulo foi trabalhar ontem com uma camisa branca e quando chegou ao escritório, perguntaram-no o o que tinha acontecido em suas costas. Quando ele se deu conta, estava todo sujo de cocô amarelo. Resultado: passou o dia todo trabalhando sentado, encostado na parede. E eu aproveitei a dica e corri ao Publix para comprar o Oxiclean. Um beijo, Ju
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