Friday, July 17, 2009

Se felicidade tem nome...




O Tomás é um bebê cada dia mais doce e eu sou uma mãe cada dia mais feliz. Todo mundo sempre diz que um sorriso de um filho compensa todo o esforço que eles demandam. Eu nem cheguei a isso ainda. Acho que cuidar dele é um prazer! Não sei se é uma fase e passa, mas me sinto realmente abençoada de ser mãe dele e de ter a chance de me dedicar a isso todos os dias.

Eu já posso dizer que o amor que eu sinto por ele só aumenta e, mais importante, que não é só o amor dos momentos felizes – que também é delicioso – senão o amor que é exercício diário de paciência. Cada vez mais vejo que é muito fácil amar um bebê sorridente e dengoso. A coisa complica quando ele chora e não sabemos o porquê; quando ele não dorme de jeito nenhum e você já está há horas sem comer, tomar água ou ir ao banheiro; quando ele grita de dor por algo tão simples como não conseguir soltar um pum e você já fez tudo o que pode imaginar para acalmá-lo.

Outro dia, depois de várias tentativas frustradas de fazê-lo dormir no berço, finalmente vi que o protetor de lençol que eu tinha colocado o esquentava muito durante o dia. Isso me fez perceber que meus dias agora são um jogo de adivinhação atrás do outro para fazer com que a vida dele seja mais confortável. Eu sei, agora, como custa reconhecer um gesto mínimo e aparentemente insignificante deles. Eu demorei dias para saber, por exemplo, que ele prefere colocar a cabeça no meu braço, ligeiramente abaixo do meu ombro, porque o osso do meu ombro o incomoda; ou que o queixinho dele treme minutos antes de ele fazer cocô (bem útil para evitar acidentes na minha roupa ou onde ele estiver deitado!).

Eu adoro, no fim do nossos dias, perceber que descubro novas maneiras de me comunicar com ele. É uma comunicação totalmente emocional, que reside nesse espaço entre os chorinhos e sons de um bebê e a nossa incompreensão desse mundo enigmático em que vivem os recém-nascidos. Eu me sinto realizada de saber que, dia após dia, estou ajudando o Tomás a sair da vidinha segura da minha barriga para entrar no mundo com tranquilidade – e me sinto privilegiada de poder experimentar a intensidade e capacidade de expansão do amor que eu sinto por ele.

2 comments:

Juliana said...

Snif, snif... bem que me disseram que o pós parto faz a gente ficar mais chorona... E que bebezão que ele está!!

Guga said...

É incrível mesmo passar por esta milagrosa experiência que é a maternidade e vc vai ver que só melhora com o tempo, Nath! Um dia eu pensei que não fazia a idéia exata de quanto amor meus pais sempre sentiram por mim, acho que a gente só aprende mesmo a ser filha quando nos tornamos mães.No momento, estou meio complicada, pois tenho que lidar com três em idades completamente diferentes: um pré-adolescente de 12 anos, uma menina de sete anos e um bebê engatinhando e já querendo andar e falar. São formas de comunicação diferentes, limites diferentes, tudo diferente, não é nada fácil, um desafio constante!Beijos