
O Tomás não tem uma posição preferida para dormir. Nas primeiras semanas, ele só gostava de dormir de lado. Eu tinha um pouco de receio porque aqui nos Estados Unidos eles enchem a cabeça da gente com uma campanha para os bebês dormirem de barriga pra cima, posição que, segundo eles, diminiui o risco de morte súbita. Mas, como diz minha amiga Thaís, com neném, e na hora do aperto, a gente acaba fazendo o que funciona – principalmente no que diz respeito ao sono.
Colocamos uns rolinhos de cobertor na frente e nas costas dele para evitar que ele role para trás e acorde, e porque tenho medo de ele sufocar se rolar pra frente.
Agora, ele já dorme de costas também. Parece uma lagartixa de tão relaxado...
Aqui ele está no carrinho, durante nosso passeio matinal no parque.
Quando ele está inquieto, mexendo muito as pernas e as mãos (às vezes ele mexe tanto que ele mesmo se acorda!), faço um enroladinho de Tomás com o cobertor. O Enrique diz que parece um louco no manicômio, todo amarrado, mas a verdade é que funciona e ele dorme profundamente.

Além disso, nunca é tão apertado que ele não se solte depois. Vira e mexe, encontro ele assim, com um braço de fora da “camisa de força”.

Quando ele tem cólica, muitas vezes ele só acalma deitado de bruço no nosso peito. É até gostoso, mas por um tempo. Várias vezes, ele ficou mais de duas horas dormindo assim e, daí, haja resistência. Alguns dias, eu estava tão cansada que deitava com ele no peito e me rodeava de almofadas e travesseiros para ele não cair caso eu dormisse profundamente. No fim-de-semana passado, o Enrique sugeriu que a gente o colocase de bruços no berço, em vez de deixá-lo no colo, pra gente poder descansar. O Tomás adorou, como vocês podem ver na foto. Eu fico espiando a cada cinco minutos com medo de ele virar a cabeça e não conseguir levantar sozinho.

E tem também os dias em que o cansaço (da gente) fala mais alto e eu apelo totalmente. De madrugada, quando ele está incomodado, minha noite vira uma maratona de ir ao berço a cada cinco, dez minutos, para acalmá-lo. Então, eu deito o Tomás no travesseiro do meu lado, na caminha que tem no quarto dele. Assim, cada vez que ele mexe, eu ponho a mão no peito dele e ele volta a dormir. Melhor uma esticadinha de braço que um levanta e deita a noite toda! Além disso, tenho que confessar, dormir abraçadinha com ele é uma delícia, por isso que a gente também repete nos cochilos da tarde de vez em quando! Ontem de tarde dormi abraçada com ele. Levantei para atender o interfone e o deixei assim (tinha travesseiros ao redor dele, claro!).

Quando voltei, ele estava assim.
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