Friday, August 28, 2009

OOOOOMMMMM....



Na semana passada, eu e o Tomás começamos a fazer aulas de Yoga e Pilates Mamãe e Bebê. Vamos duas vezes na semana: uma aula de pilates e uma de yoga. Eu fui sem expectativas de fazer muito exercício porque imaginei que ia ser difícil fazer uma aula eficiente do ponto de vista físico acompanhada de um bebê. Estava esperando mais uma distração para nós dois. Achei legal porque a idéia é que, se o bebê estiver tranquilo, as mães fazem a aula e eles ficam na nossa frente, deitadinhos num colchão, brincando ou dormindo. Se estiver chorando ou inquieto, a professora vai dando orientações de como inclui-los nos movimentos.

A inclusão é quase sempre usando os bebês como peso para os braços e para fazer abdominal (se depender disso, eu vou terminar com um belo muque e uma barriga de tanquinho...) Ele adorou o abdominal porque o coloco nas minhas pernas dobradas e ele fica “voando”. Ele não parava de rir e fazia uns barulhinhos, tipo gargalhada. Ele também ria muito quando cantávamos o "ommmmmm"...

Ele gosta mais da aula de yoga porque tem mais gente, então, ele fica olhando e escutando os outros bebês. Ontem ele ficou meio inquieto no meio da aula e a professora o pegou no colo para ele acalmar, enquanto eu fazia as poses. Ela ficou com ele uns dez minutos e depois ele dormiu no cobertorzinho na minha frente.

Na primeira aula de pilates, ele dormiu quase 40 minutos, brincou outros 10 e, no final, fizemos alguns exercícios com ele e também uma massagem. Ele riu muito de tudo e tirou a maior soneca quando chegamos em casa. Na segunda aula, esta semana, ele dormiu o tempo todo – aí fiz tanto exercício que estou desejando que nas próximas aulas ele dê uma acordadinha para não ser tão intenso. Acabei morta de cansada!


Essas fotos são da aula de yoga.

Monday, August 24, 2009

Sol e Chuva






Fez muito, muito calor em Nova York essa semana que passou. De manhãzinha, quando o sol ainda não está muito forte, nós aproveitamos para passear no parque. Eu procuro uma sombrinha, abro o carrinho para dar uma ventilada e ele tira um cochilo gostoso. Também choveu bastante, com raios e trovões, principalmente de noitinha. O Tomás se assusta um pouco com a chuva e eu acho engraçado porque ele normalmente não se incomoda com nenhum outro barulho. Uma vez, estávamos dormindo no meu quarto e um quadro caiu da parede – imaginem o barulho que fez! Eu pulei até o teto, o Enrique veio correndo da sala assustadíssimo e o neném continuou dormindo placidamente... Os trovões, por outro lado, o deixam um pouco nervoso.

Brinquedinhos



Comprei esse chocalhinho novo para o Tomás e ele adorou. Não sei ainda se ele é consciente de que o barulho aparece quando ele mexe o braço, mas ele não pára de balançar a mãozinha com ele. Acho que ele gostou porque é mais fácil de segurar.



Ele também ama a girafinha Sophie (pronúncia francesa, s’il vous plaît, que o brinquedinho é da França) . Tinha lido ótimos comentários sobre ela na Internet e, apesar de achá-la fofa, não entendia o que podia ter de tão especial. Ainda não entendo, mas sei que o Tomás é capaz de ficar bastante tempo só olhando para ela, totalmente vidrado, só interrompendo para dar umas risadas como se ela fosse um objeto animado!

Wednesday, August 19, 2009

A primeira festinha de aniversário




No domingo, o Tomás foi a sua primeira festinha de aniversário. O Nicolas, filho da Thais e do Thomas, fez um ano.

O dia foi uma grande e inesperada aventura do começo ao fim. Nós tínhamos alugado um carro para ir com calma e mais conforto já que eles moram a uma hora de Nova York. Chegamos no domingo de manhã para retirar o carro e havia uma fila enorme, com só um funcionário atendendo. Esperamos uns quarenta minutos e a fila não andou nem um centímetro! Decidimos que não valia a pena ficar naquele sol com o Tomás, sem saber se conseguiríamos carro ou não. Além disso, já estava quase na hora de mamar e ia ser difícil amamentar na fila (era no meio da rua, com um sol de 35 graus...).

Resolvemos ir de trem. Saímos de lá às 11 e meia, correndo, para pegar o trem do meio-dia. Corremos 10 quadras com ele no carrinho, passamos em casa para pegar os presentes, subimos em um táxi e chegamos na estação. Como era dia de sol em NY, estava lotado, todo mundo querendo ir para as praias de fora da cidade. Nós conseguimos comprar as passagens e correr para o trem em 12 minutos. Quando sentamos, estávamos os três suados e descabelados e acho que o Tomás nem conseguiu entender o que estava acontecendo de tanto que corremos com ele no carrinho. Mas, como sempre, ele estava com o melhor dos sorrisos no rosto. Ele mamou e foi o tempo todo brincando com a gente.

Ele estava bem arrumadinho, com roupa nova, mas chegando na festinha tive que despi-lo completamente porque ele já estava com a roupa toda molhada de suor e cheio de brotoejas. Eu e o Enrique rimos muito porque tinha uma menininha da idade dele, toda linda e formosa, e o Tomás parecia um “chanchito”! Mesmo peladinho, ele estava pregando de suor e todo vermelho.

A festinha estava linda, eles arrumaram a mesa do bolo e várias brincadeiras, incluindo uma piscininha, no jardim, mas nós tivemos que ficar mais dentro da casa com o Tomás por causa do sol e do calor. Ele se comportou muito bem, sorriu pra todo mundo e dormiu depois dos parabéns. Depois de outra viagem de uma hora de trem, chegamos em casa exaustos. Ele tomou banho e eu não precisei cantar nem meia canção de ninar para ele dormir.



Em casa, antes de sair, nós dois penteados e cheirosos.



Mais uma dele no trem com o Enrique.

Friday, August 14, 2009

Algumas fotos desta semana



Ele está com a mania de colocar a mão e o dedo na boca agora.





O cabelinho dele está mudando de cor - com a luz do sol, alguns fios ficam meio avermelhados.


Ele adora brincar com o baby gym. Agora ele segura essa argola e fica um tempão agarrado nela!

Uma década!



Estou escrevendo esse post com uma semana de atraso. No sábado passado, eu e o Enrique completamos uma década. Quem diria que tantos anos depois de nos conhecermos nesta cidade e passarmos um verão tão lindo juntos, nosso filho nasceria aqui. A vida é mesmo surpreendente!

Eu espero que um dia eu possa mostrar essa foto para o Tomás e levá-lo no campus da Columbia, onde ela foi tirada em 1999, para dizer que foi ali que o papai e a mamãe se viram pela primeira vez e se apaixonaram. Eu tenho muito orgulho da nossa história e quero que ele a valorize, se sinta parte dela e leve sempre com ele o sentimento de ser fruto de um grande amor.

Friday, August 7, 2009

Curtas


Eu nunca saio para muito longe com o Tomás porque ainda não me sinto totalmente à vontade para amamentar na rua. Ainda preciso de algumas comodidades como um bom travesseiro para as minhas costas e os braços, a minha garrafa de água e o ar-condicionado. Na segunda-feira, resolvi me aventurar e fomos passear no Bryant Park, que é o meu lugar preferido em Nova York, mas fica um pouquinho mais longe daqui (uns 25 minutos caminhando). Ficamos lá parte da manhã e da tarde. Almoçamos – ele leite e eu sanduíche – aproveitamos a sombrinha das árvores e ele deu uma chochilada.


Eu já virei aquelas mães bem chatas que celebram qualquer “conquista” do filho. Essa semana dei o chocalho pro Tomás, dizendo ‘pega, filho’. E ele pegou!!!! Eu gritei, abracei e beijei tanto ele. Não quero nem pensar o que vou fazer quando ele passar no vestibular...
Nessa última foto, ele mesmo colocou o chocalho assim, de bolsa. E dormiu.


O Tomás sempre foi muito expressivo com as mãos, desde pequenininho (talvez todo bebê seja e esse é outro ataque de corujice!). Ele fica um tempão brincando sozinho com as mãos. Parece que ele está dançando.
Um dia, falando com a minha mãe no Skype, ela, que ja tinha observado isso e fica maravilhada com tanto movimento, me diz: “Vamos ver o que o Tomás vai fazer com essas mãos no futuro!” – já sonhando que o rapaz vai ser artista, ou algo assim, quando crescer. Daí, o meu pai grita lá do fundo: “Vai ser batedor de carteira!”.

Sunday, August 2, 2009

O primeiro aniversário... de dois meses!

O Tomás não vai poder comemorar aniversários mensais todos os meses porque ele nasceu no dia 31, então esse foi o primeiro oficial. (Obviamente, eu pretendo me apossar dos dias 30 e comemorar sempre!)

Tinha comprado velinhas para cantar parabéns pra ele na sexta-feira, mas ficamos sem bolo por causa da chuva. Choveu tanto que não consegui sair para comprar. Ficou para o sábado, mas foi bom porque assim o Enrique pôde participar. Atenção: ele está pelado na propria festinha porque fazia muito calor!



Foto familiar!



Comigo, o bolinho e as duas velinhas!




Com o Enrique antes do parabéns!

Na sexta de manhã, fomos ao pediatra e ele ganhou de presente duas vacinas, uma em cada coxa. Como da outra vez, ele chorou um pouquinho na hora. Pensei que ele fosse ficar incomodado, mas assim que o coloquei no carrinho, ele dormiu imediatamente – vai entender! Ele fez o maior sucesso no consultório porque estava todo sorridente (os sorrisos eram pré-vacina, obviamente, porque o neném também não é de ferro!).

Ele engordou mas não cresceu. Está com 7 quilos e 60 centímetros. Não que ele precisasse crescer, né? Desde a última consulta, no começo do mês, o Tomás começou a mamar 6 ou 7 vezes por dia, em vez de 8, como antes. Pensamos que, de repente, era um sistema de auto-dieta depois da farra leiteira do primeiro mês. O doutor Meislin disse que é normal diminuir a frequência e o tempo das mamadas e que, desde que ele continue ganhando peso, não tem nenhum problema. O bom é que, como as sessões de peito duram menos, sobra mais tempo pra gente fazer outras coisas. Na quinta-feira, ele passou o dia querendo brincar e foi muito divertido!

Saturday, August 1, 2009

1001 noites



O Tomás não tem uma posição preferida para dormir. Nas primeiras semanas, ele só gostava de dormir de lado. Eu tinha um pouco de receio porque aqui nos Estados Unidos eles enchem a cabeça da gente com uma campanha para os bebês dormirem de barriga pra cima, posição que, segundo eles, diminiui o risco de morte súbita. Mas, como diz minha amiga Thaís, com neném, e na hora do aperto, a gente acaba fazendo o que funciona – principalmente no que diz respeito ao sono.


Colocamos uns rolinhos de cobertor na frente e nas costas dele para evitar que ele role para trás e acorde, e porque tenho medo de ele sufocar se rolar pra frente.


Agora, ele já dorme de costas também. Parece uma lagartixa de tão relaxado...


Aqui ele está no carrinho, durante nosso passeio matinal no parque.

Quando ele está inquieto, mexendo muito as pernas e as mãos (às vezes ele mexe tanto que ele mesmo se acorda!), faço um enroladinho de Tomás com o cobertor. O Enrique diz que parece um louco no manicômio, todo amarrado, mas a verdade é que funciona e ele dorme profundamente.



Além disso, nunca é tão apertado que ele não se solte depois. Vira e mexe, encontro ele assim, com um braço de fora da “camisa de força”.



Quando ele tem cólica, muitas vezes ele só acalma deitado de bruço no nosso peito. É até gostoso, mas por um tempo. Várias vezes, ele ficou mais de duas horas dormindo assim e, daí, haja resistência. Alguns dias, eu estava tão cansada que deitava com ele no peito e me rodeava de almofadas e travesseiros para ele não cair caso eu dormisse profundamente. No fim-de-semana passado, o Enrique sugeriu que a gente o colocase de bruços no berço, em vez de deixá-lo no colo, pra gente poder descansar. O Tomás adorou, como vocês podem ver na foto. Eu fico espiando a cada cinco minutos com medo de ele virar a cabeça e não conseguir levantar sozinho.


E tem também os dias em que o cansaço (da gente) fala mais alto e eu apelo totalmente. De madrugada, quando ele está incomodado, minha noite vira uma maratona de ir ao berço a cada cinco, dez minutos, para acalmá-lo. Então, eu deito o Tomás no travesseiro do meu lado, na caminha que tem no quarto dele. Assim, cada vez que ele mexe, eu ponho a mão no peito dele e ele volta a dormir. Melhor uma esticadinha de braço que um levanta e deita a noite toda! Além disso, tenho que confessar, dormir abraçadinha com ele é uma delícia, por isso que a gente também repete nos cochilos da tarde de vez em quando! Ontem de tarde dormi abraçada com ele. Levantei para atender o interfone e o deixei assim (tinha travesseiros ao redor dele, claro!).



Quando voltei, ele estava assim.



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Monday, July 27, 2009

Homem-bomba



O Tomás não é o bebê mais, digamos assim, discreto para fazer cocô (em se tratando de nenéns, não preciso usar nenhum eufemismo, tipo “número 2”, não é mesmo? Melhor é dar nome aos bois...). Ele nunca faz um cocôzinho. Ele explode. Normalmente acontece depois de mamar ou no intervalo entre um peito e outro. O barulho é tão, tão alto que o Enrique escuta da sala, com a TV ligada, se eu estiver no nosso quarto com o Tomás. Isso lhe rendeu o apelido de homem-bomba, dado pelo meu pai. Um dia, com ele no colo, só escutamos o vovô gritar: “Acode aqui! O que é que foi isso?” E desde então, cada cocô do Tomás é diversão na certa. Sabe aquela piada que nunca fica velha? Pois é.

O lado não tão cômico disso é que tivemos que montar uma operação de guerra para lidar com estes episódios. Não há paninho úmido que chegue para limpar o estrago de cada explosão. São tão fortes que sobem pelas costas dele. Temos que limpá-lo na pia ou no chuveiro. O coitado nem chora mais. Se submete, sem resistência, a ser segurado pelos braços enquanto jogamos água nele. E daí tem as roupas que sujam toda vez. As dele e as nossas, obviamente (tenho um estoque de Oxiclean e Vanish para tirar as manchas... e que sábia decisão a de comprar uma calça amarela para o meu guarda-roupa pós-parto!). Para o trocador, tive que comprar aqueles protetores de colchão descartáveis para velhinhos com incontinência porque não aguentava mais lavar a capa de tecido. Entrei na Amazon e nem titubiei em comprar 100!

A coisa não acaba aí. Tem as consequências sociais. Outro dia, coloquei o Tomás na mochilinha para uma ida rápida à farmácia. Estava escolhendo um gel de banho para o Enrique na ala masculina quando ele começou o show. Eu comecei a rir e o cara que estava do meu lado me olhou com uma cara de susto, surpresa e nojo total. Seguramente ele deduziu que aquele anjinho de olhos azuis, com uma chupetinha na boca, não tinha sido, né? Eu é que levei a fama. Pelo menos, não fede! Eu rezo é para ele não fazer uma dessas no elevador...

Thursday, July 23, 2009

Encontro familiar

Nos últimos dez dias recebemos a visita da Tomásia, João, João Gabriel e Felipe. Foi muito gostoso e divertido. O Tomás adorou tomar café e almoçar quase todos os dias com eles. Ele ia no carrinho e ficou quietinho na maioria das vezes. Teve só um dia em que tivemos que voltar com ele para casa correndo porque ele estava com gases e chorando muito.





Ele gostou do colinho de todo mundo e estava sempre de bom humor. Eles ficaram encantados com o Tomás.






A Tomásia foi oficialmente convidada para ser a madrinha do Tomás. Ela ficou muito feliz pois a essa altura já estava apaixonada por ele! Ela também me ajudou muito vários dias. Ela ficou com ele um dia inteiro, enquanto eu desci para lavar as roupas dele e saí para comprar roupa para mim, já que minhas roupas antigas não servem direito. Outro dia, ela foi comigo à minha consulta pós-parto e ficou com ele na sala de espera. Ela também veio alguns dias, por algumas horinhas, para fazê-lo arrotar e dormir depois de mamar, o que me permitia uma boa hora extra de descanso. Nos outros dias, ela aproveitava qualquer chance – e também inventava algumas oportunidades!! – para pegar o Tomás no colo e ficar bastante com ele.



Eu sou a madrinha do João Gabriel. Ele fez 14 anos e comemoramos o aniversário dele aqui. Foi a segunda festinha na qual o Tomás participou. Quando o João nasceu, eu tinha 16 anos e sempre fui louca por ele. Fiquei muito emocionada de ver os dois juntos: meu filho e o meu afilhado que eu amo tanto.




Nessa foto ele está com os sapatinhos do São Paulo que o João deu para ele.

Wednesday, July 22, 2009

7 semanas

É estranha a medida do tempo com um bebê na nossa vida. Por um lado, os dias se tornam longos (ou seriam infinitos?) e, ao mesmo tempo, passam muito rápido. O Tomás já tem quase dois meses!





Essa semana consegui tirar duas fotos dele rindo – finalmente! É muito difícil pegar o momento exato. E, confesso que quando ele ri, eu me derreto toda. Não sei se o encho de beijos ou pego a máquina! Não é irresistível??




Além disso, ele continua com uns movimentos muito engraçados. Eu morro de rir o dia todo e me divirto com as caretas dele e as coisas que ele faz com as mãos. Olhem esses dedinhos!





Essa foi a última vez que ele usou essa roupinha. Ele já começou a usar as roupas de tamanho 3 a 6 meses. E eu comecei a calcular o prejuízo das roupas de inverno que comprei tamanho 6 meses e que ele provavelmente nunca vai usar porque quando estiver frio, ele vestirá 9 ou 12 meses... Meu pai me advertiu lá pelo sexto mês de gravidez que vinha um neném grande por aí e eu não acreditei.




Essa semana ele voltou a ter cólicas mais fortes alguns dias. Fico com o coração partido de vê-lo sofrendo. A única coisa positiva dessa experiência é que percebo como ele já conta comigo. Mesmo sofrendo, ele não chora de berrar e não chora por horas a fio. Ele choraminga, reclama e espera calmamente que eu o ajude. Essa noite eu dei chá de camomila depois das mamadas e umas gotinhas do remedinho para gases e ele conseguiu dormir.


Friday, July 17, 2009

Se felicidade tem nome...




O Tomás é um bebê cada dia mais doce e eu sou uma mãe cada dia mais feliz. Todo mundo sempre diz que um sorriso de um filho compensa todo o esforço que eles demandam. Eu nem cheguei a isso ainda. Acho que cuidar dele é um prazer! Não sei se é uma fase e passa, mas me sinto realmente abençoada de ser mãe dele e de ter a chance de me dedicar a isso todos os dias.

Eu já posso dizer que o amor que eu sinto por ele só aumenta e, mais importante, que não é só o amor dos momentos felizes – que também é delicioso – senão o amor que é exercício diário de paciência. Cada vez mais vejo que é muito fácil amar um bebê sorridente e dengoso. A coisa complica quando ele chora e não sabemos o porquê; quando ele não dorme de jeito nenhum e você já está há horas sem comer, tomar água ou ir ao banheiro; quando ele grita de dor por algo tão simples como não conseguir soltar um pum e você já fez tudo o que pode imaginar para acalmá-lo.

Outro dia, depois de várias tentativas frustradas de fazê-lo dormir no berço, finalmente vi que o protetor de lençol que eu tinha colocado o esquentava muito durante o dia. Isso me fez perceber que meus dias agora são um jogo de adivinhação atrás do outro para fazer com que a vida dele seja mais confortável. Eu sei, agora, como custa reconhecer um gesto mínimo e aparentemente insignificante deles. Eu demorei dias para saber, por exemplo, que ele prefere colocar a cabeça no meu braço, ligeiramente abaixo do meu ombro, porque o osso do meu ombro o incomoda; ou que o queixinho dele treme minutos antes de ele fazer cocô (bem útil para evitar acidentes na minha roupa ou onde ele estiver deitado!).

Eu adoro, no fim do nossos dias, perceber que descubro novas maneiras de me comunicar com ele. É uma comunicação totalmente emocional, que reside nesse espaço entre os chorinhos e sons de um bebê e a nossa incompreensão desse mundo enigmático em que vivem os recém-nascidos. Eu me sinto realizada de saber que, dia após dia, estou ajudando o Tomás a sair da vidinha segura da minha barriga para entrar no mundo com tranquilidade – e me sinto privilegiada de poder experimentar a intensidade e capacidade de expansão do amor que eu sinto por ele.

Monday, July 13, 2009

6 semanas



Fomos ao pediatra, na nossa primeira visita normal desde o problema da icterícia. O Dr. Meislin achou que ele está muito bem. Ele também recebeu a primeira vacina, a de hepatite. Ele chorou na hora da picada e ficou bem vermelho. A cara dele era muito engraçada. Só não ri porque ele estava sentindo dor. Eu e o Enrique demos a mão para ele e ele logo se acalmou. Ele está pesando 6 quilos e está com 60 centímetros.



De tardezinha, coloco ele no sofá para ele fazer um pouco de “ginástica”. Ele está aprendendo a firmar a cabecinha e cada dia consegue segurá-la por mais tempo. Na banheirinha, eu quase não preciso segurar o pescoço dele.






Essa semana eu dei chupeta pela primeira vez. Ele ainda está aprendendo a chupar, mas acho que gosta muito. Eu uso basicamente para ajudá-lo a soltar pum (por alguma razão, quando ele faz força para chupar o bico, ele consegue se livrar dos gases).
PS. Cliquem nas fotos para vê-las grandes.

Monday, July 6, 2009

5 semanas!

Este fim-de-semana foi feriado aqui. Foi o primeiro 4 de julho do Tomás. Comemoramos com o gringo da casa vendo os fogos de artifício da nossa janela. Aproveitamos o domingo para um passeio no parque. Estava muito quente mas encontramos uma sombrinha agradável.






Aqui ele está com a camisetinha que era minha. Demorei muito para colocar e descobri ontem que já não serve. Ficou super justa e confesso que gargalhei quando terminei de vesti-lo. O Enrique não gostou muito – disse que a camiseta não era muito masculina – mas aí me deu preguiça de trocar tudo e ele saiu assim mesmo (eu achei lindinho mesmo justa).